quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Introdução ao blog Incipientes Escritos



Depois de dias e meses pensando em criar um blog, aqui estou. Blog criado, agora o que escrever? Não seria nada mal começar do começo, ou seja, com uma introdução sobre os assuntos que serão abordados (mas não limitados a estes).

Contudo, antes de falar dos tópicos que serão abordados, seria interessante primeiro falar sobre o porquê do blog existir. A ideia do blog veio de três necessidades minhas: (1) melhorar a escrita e, por consequência, (2) tornar as minhas ideias mais claras. Esse desejo vem da minha futura formação de filósofo - formação que exige uma boa escrita e clarificação das ideias. Porém, não só clarear as minhas ideias, mas reescrevendo ideias de outros filósofos eu consigo, também, entendê-los melhor. A terceira necessidade é o aprimoramento do inglês. Aqui serão publicadas traduções amadoras que farão tanto o meu inglês quanto a compreensão do texto filosófico melhorar.

Como já deu pra perceber, o assunto central do blog será a filosofia. Embora a filosofia tenha tantos ramos quanto o heavy metal e a música eletrônica tem subgêneros, não serão todos os ramos abordados aqui. Os temas que, no Incipientes Escritos, serão apresentados são os de filosofia da ciência e filosofia da religião principalmente.Eventualmente metafísica, epistemologia, ética propriamente ditas. Raramente estética e filosofia do amor (apesar de serem temas que vem crescendo um interesse de minha parte). Pode parecer limitador falar apenas, ou na maior parte do tempo, de filosofia da ciência e da religião enquanto a filosofia como um todo comporta as mais diversas áreas. Vejamos o que cada uma das duas áreas tem a oferecer.
Na filosofia da ciência nós temos assuntos como leis científicas (o que é uma lei científica, se todas as áreas da ciência possuem leis, por que as leis explicam, se as leis possuem exceções - há quem acredite que todas as leis possuem exceções -, etc.), explicações científicas (o que são explicações científicas; se só há um tipo de explicação para todas as ciências; se não há um tipo de explicação para todas as ciências, quais seriam essas diversas explicações), o que são teorias científicas, se há espaço para explicações teleológicas dentro da ciência, etc. Foram citados apenas 4 assuntos que podem render várias, longas e árduas publicações. Deixei de fora o tópico história da ciência. Tema que renderia mais outras publicações: passando inicialmente pela negligência do assunto no início do século passado, até Thomas Kuhn, Paul Feyerabend, Larry Laudan, Karl Popper, Imre Lakatos e diversos outros.
Na filosofia da religião o assunto mais óbvio é a existência e a inexistência de Deus (argumentos a favor da existência: argumentos cosmológico (dos medievais, passando pelos modernos, até a contemporaneidade possuem diversas formulações diferentes), argumentos ontológicos (dos medievais, passando pelos modernos, até a contemporaneidade possuem diversas formulações diferentes também); argumentos a favor da inexistência: problema do mal (possui pelo menos duas formulações diferentes: uma lógica e outra evidencial), argumento do ocultamento divino (possui mais de uma formulação também, etc.), definição de Deus (o que significa Deus ser onipotente, onisciente, onipresente e infinitamente bondoso - obviamente que estou falando sobre o Deus aquele das religiões abraâmicas), (se ela é contrária a razão, se a fé sempre será uma crença cega), milagres (se há a ocorrência de milagres, o que são milagres - serão quebras das leis da natureza?).
E por que não construir uma ponte entre filosofia da ciência e filosofia da religião e se perguntar: é a ciência incompatível com a religião/Deus?

Já deve estar evidente que existe muito, mas muito, assunto a ser abordado nesses dois grandes tópicos da filosofia. Bom, então, fiquem no aguardo das próximas postagens e espero que seja de bom proveito daqueles que lerem os meus futuros textos.

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